À semelhança da semente humilde e nobre, que jamais contemplará a espiga dourada, em razão da morte que lhe faculta o surgimento do grão, o Espírito, na sua simplicidade inicial como psiquismo, não se apercebe do anjo que se lhe encontra silencioso no âmago, e um dia singrará os infinitos rios da Imortalidade.
Joanna de Ângelis.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Cálice cheio

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água.

Chico Buarque

Amigos,vocês perceberam os anúncios que coloquei no blog.
Achei bem discretos e não atrapalham a leitura.
Recebi muitos convites para anunciar no blog espírita, mas seria contra a ética colocar anúncios lá, porque considero o que faço lá no http://conscienciaevida.blogspot.com um trabalho voluntário como qualquer outro.
Resolvi então anunciar por aqui, dizem que dá alguma coisa, não muito, mas se der para ajudar nos remédios já está muito bom.
Sem muito ânimo, a depressão tem isto, é o NADA com uma tristeza lá no fundo, trouxe o Chico para dar um colorido e deixar beleza neste post.
É como aquela história do cálice cheio até a borda, o rei desafiou o sábio a colocar algo no cálice, afirmando ser impossível.
O sábio, impassível como só os sábios conseguem ser, colocou uma pétala de rosa no cálice! Bingo!
Que os versos do Chico sejam para vocês a pétala de rosa que venha para perfumar e colorir suas vidas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O Natal está chegando

O natal está chegando de novo…
Não gosto de natal, já tentei de tudo.
Já me descabelei de tristeza porque sentia culpa por estar bem com a família, trocando presentes, todos com saúde, enquanto outros abandonados, doentes, carentes de bens materiais e espirituais.
Já fiquei triste porque na família curtimos os presentes, enquanto pensava que deveria ter pelo menos uma oração ao Aniversariante.
Já confraternizei com a família e no outro dia fui à casa espírita para assistir uma palestra e assim me sentir bem, e conectada com o Cristo.
Já tive vontade de largar a família e sair distribuindo alimentos e brinquedos.
Já resolvi deixar tudo de lado, e APROVEITAR a benção de estar com a família em ambiente fraterno, todos com saúde.
Continuo na última fase, já descobri que não vou mudar o mundo (com uma certa demora, é verdade, rsrsrs).
Mas mesmo assim, no fundo, continua uma sensação indefinível, uma tristeza que não tem fim.
O meu psiquiatra, o antigo, me disse que eu tenho uma tal de depressão sazonal, isto é, parece que tem relação com mudanças de estação, sei lá.
Só sei que final de ano é sempre igual, fico pior do que o meu “normal”.
Por enquanto ainda estou fingindo que nada de novo vai acontecer, mas começa a chegar perto, aí começa a complicar.
Todo o ano a mesma coisa! Argh!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Selos

Selo recebido do meu amigo Jorge, do blog: http://nectantaurus.blogspot.com/
Jorge, muito obrigada pelo carinho, este selo é lindo!
1 - Seguir as regras.
2 - Levar o selo acima para identificar quem está, esteve ou estará na brincadeira.
3 - Completar as seguintes frases:

a) Eu já...fui descrente de Deus
b) Eu nunca...pra mim ainda não existe o nunca, acho muito definitivo
c) Eu sei...ainda não sei...
d) Eu quero...paz
e) Eu sonho...que acabem os atos de pedofilia e toda a violência física ou psíquica contra a criança.
4 - Depois, indique 5 blogueiros para dar sequência à brincadeira.


Repasso para:

Este outro selo recebi do amigo Psiquismo Desmitificado, do blog: http://sentimentoeemocoes.blogspot.com/
É um blog com muito material para reflexão que vale a pena conhecer.
Muito obrigada pela lembrança.

Este selo tem como tarefa, relacionar 03 livros que te marcaram, e indicar 05 amigos para que seja repassado com carinho.
Livros:

O Castelo do Homem sem Alma – A.J.Cronin
O Livro dos Espíritos – Allan Kardec
Ponto de impacto - Dan Brown

Repasso para:

domingo, 22 de novembro de 2009

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

O Cristo da minha infância.



Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.
Apenas estes versos conseguiam me prender a atenção durante as missas da minha infância.
Gostava muito do final: dai-nos a paz.
Criança pedindo paz, o que será que acontecia no intimo daquela criança que pedia paz?
Que dores ou pecados ela imagina trazer, talvez intuitivamente de outras vidas?
As missas eram um tormento, era um tal de senta, levanta, ajoelha e reza, e reza, e reza...
A parte da missa ardorosamente esperada era quando o padre dizia: Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe!
O conceito de pecado então era para deixar qualquer um com culpas para o resto da vida!
Certa feita, não tendo o que confessar, disse ao padre que comi duas balas sem dividir com o meu irmão!
Na catequese aprendíamos que até pensar em pecados era pecado!
Estudei em colégios de freiras, gostava tanto das freirinhas... Com seus passos leves e ligeiros elas tinham um ar de santidade.
Como eram lindas as freiras da minha infância!
Foi com uma delas que aprendi a amar o Cristo, o cordeiro de Deus, aquele que tirou os pecados do mundo.
Será? Será que tirou os pecados do mundo mesmo?
Jesus não se imolou em vão. Sua mensagem de Amor está mais atual do que nunca, todavia, após mais de 2000 anos, ainda não é colocada em prática.
Chegou a hora de vivenciar o Amor em sua plenitude, pedindo ao Cristo:
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a Paz.



Este é o Cristo que eu abrigo na minha alma.

sábado, 21 de novembro de 2009

Com passos de formiga e sem vontade.

Usar apenas a razão não basta, há que aprender a amar para tornar-se verdadeiramente humano.
Conviver é um desafio constante, ignorado pela maioria.
Porque ainda somos crianças espirituais, nossos relacionamentos quase sempre acabam contaminados pelo controle ou pela indiferença.
Normalmente queremos controlar o companheiro de jornada, impondo aquilo que imaginamos ser o “melhor para ele”.
E quando nada acontece conforme nossa pretensão nos desiludimos!
E desiludidos, nos refugiamos na indiferença, ignorando os sentimentos alheios.
Parece cruel? Acho que sim, e acho também difícil identificar estas atitudes, porque a gente sempre acaba jogando o que não serve para debaixo do tapete.
Estou falando com tanta descrença, não parece?
Como falei em posts anteriores, estou em fase de adaptação à casa nova.
No antigo lar, éramos apenas dez condôminos, aqui somos sessenta!
Como sou desligada, já falei antes, até chegar a conhecer uns dez por aí, terá se passado um ano, mais ou menos, rsrsrsrs...
Lá, a gente não ouvia nada dos apartamentos vizinhos, aqui se ouve tudo.
Nossa! É tanta briga, gritos...
Hoje ouvi uma mulher que dizia com a voz cheia de ódio:
- Não me ponha palavras na boca! E repetiu, para que não ficasse nenhuma dúvida!
Enfim, preciso de muita realidade, muita!
Para conseguir achar tudo muito normal.
Para ver se finalmente consigo me encaixar nesta vida...
E assim caminha a humanidade, com passos de formiga e sem vontade...
(Lulu Santos)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cazuza para sempre


Enquanto assistia à propaganda do programa que irá ao ar amanhã, às 23h05min na Rede Globo sobre Cazuza, lembrei de um malfadado e-mail que recebi já por duas vezes, no qual uma psicóloga resolve liquidar definitivamente com a imagem do grande poeta.
Cazuza foi exagerado? Foi.
Cazuza drogou-se? Muito.
Cazuza entregou-se a todos os prazeres permitidos ou não? Sim.
Ele fez tudo isto e muito mais, inclusive, também letras e músicas que embalaram e emocionaram gerações.
Quando recebi o e-mail desta psicóloga pela primeira vez, fiquei tão triste que redigi uma defesa do Cazuza, argumentando entre outras coisas, que nem o Cristo, que poderia se o quisesse, levantou sua palavra contra os malfeitores, mulheres de má fama e todos os infelizes de sua época, acolhendo-os e aconselhando que atirasse a primeira pedra quem nunca tivesse cometido pecado.
Pois parece que hoje, passados mais de 2000 anos, preferimos continuar a apedrejar os diferentes, com uma atitude arrogante e cruel, nos dando o direito de julgar e condenar. Cazuza não precisa mais defender-se porque está bem, mas se não estivesse, estaria recebendo toda esta energia negativa.
Sei que no plano espiritual ele está trabalhando para criar uma vacina contra a AIDS, doença que o vitimou.
Mas mesmo que isto não estivesse acontecendo, ninguém tem o direito de ficar criticando uma pessoa que já desencarnou, sabendo-se que a vida continua, e que cada um receberá conforme seu plantio.
Não estou fazendo apologia do modo de viver que ele escolheu claro que não, mas ele, como qualquer pessoa merece respeito e compaixão.
Lutou bravamente contra uma doença cruel, processo este que deve ter tido o efeito de fazê-lo repensar a vida, tanto é que já está trabalhando, certamente agora usando todo o seu potencial criativo e entusiasmado para melhorar a vida de muitos.
Gosto muito de sua obra embora não fosse fã de Cazuza ser humano, talvez por seu comportamento expansivo demais, alegre demais, Cazuza era tudo demais.
Para quem não conhece o e-mail, achei neste site:
http://desabafoex.com/psicologa-x-cazuza/
Talvez mais uma vez, eu não encontre eco na minha indignação e os comentários sejam a favor da psicóloga, mas fazer o quê?
Eu simplesmente TINHA que escrever o que penso.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O perigo da convicção e do princípio.


Ouve-se a toda a hora: - É uma questão de principio, ou então, vai contra os meus princípios.
Ou, com uma certa arrogância: - Eu tenho convicção que...
Principalmente entre políticos e afins, é incrível como a palavra princípio está banalizada, principalmente quando sai da boca de quem não pratica.
Não simpatizo muito com estas assertivas, não gosto muito de nada que é definitivo.
Esta atitude tolhe, engessa, congela.
Temos sim que ter opiniões formadas, e quanto mais pensadas elas forem, mais seguros e felizes seremos, porque ninguém pode viver à mercê da opinião alheia, seguindo o jeito de ser da moda, usando um “uniforme” intelectual pronto para todas as ocasiões.
Não, isto tem um nome, chama-se insegurança, e se for demais paralisa.
Mas por outro lado, deixar de aproveitar momentos felizes, não permitir-se relaxar e aprender todos os dias com as pessoas, com as crianças, com a vida, porque nossas convicções estão enferrujando a máquina sutil da mente, é uma falta de maleabilidade muito cruel consigo.
A vida é movimento constante, e exige rápidas mudanças.
Se o companheiro de jornada pisou na bola comigo, e eu consigo entendê-lo porque o percebo integralmente, meus princípios não serão motivo de impedimento para uma conversa séria e amigável que possa resolver algum conflito antes de transformar-se em mágoas represadas.
Se percebo uma antiga convicção minha ser derrubada com argumentos inteligentes e atuais, e ainda, muito razoáveis, não vejo motivo para insistir com argumentos que já perderam a validade.
É teimosia, orgulho inútil.
Claro que a vida não dá garantias, talvez por isto, tantos se apeguem a princípios rígidos, que no fundo, servem de couraça contra a insegurança de ser mutante.
Manter rotinas, princípios rígidos, fazer as coisas sempre da mesma maneira, relacionar-se e amar sempre igual, são artifícios para disfarçar o fardo de ter consciência de si mesmo, ainda que esta consciência esteja embotada por ilusões passageiras e fúteis.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

“A SEGUNDA MILHA”


“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas”. (Mateus, 541)


A compreensão é um estado superior da alma. Aquele que compreende está sempre disposto a ceder e esperar.
Quando Jesus nos recomenda uma caminhada mais longa com quem nos obriga a acompanhá-lo durante certo trecho de caminho, o Mestre faz um apelo à nossa capacidade de compreensão.
Se fôssemos ofertar às pessoas somente o que elas próprias nos ofertassem, não sairíamos do lugar em matéria de entendimento.
Irmão José (espírito)

Tudo o que é novo, o que causa espanto, curiosidade, desconfiança por parte da maioria, é patrocinado pelas pessoas conscientes que não mais se norteiam pelas convenções aceitas sem questionamento, como tem sido desde sempre.
São pessoas dispostas a andar a segunda milha, trilhar vivências novas.
E o que é novo às vezes assusta.
A primeira milha é o óbvio, é a oportunidade de elevação e redenção concedida por Deus a seus filhos amados através da reencarnação.
Nela vivendo e convivendo, realizando e construindo tudo exatamente como sempre foi, se não fizermos o mal, e cuidando direitinho da saúde, dos companheiros de jornada, ainda sim estaremos evoluindo.
Com passos de formiga e sem vontade, como disse Lulu Santos.
Todavia, com a expansão da mente através da compreensão ampla da vida, suas causas e conseqüências, vem o desejo intenso de começar a trilhar a segunda milha.
É aí que começa a surgir o homem novo, o homem desperto para as realidades eternas, o homem que consegue olhar para dentro de sua alma e ali, no silêncio feito de amor, ouvir Deus.
Na segunda milha, o amor é redescoberto, porque se transforma e purifica-se, quando o deixamos fluir plenamente, sem exigências e cobranças.
Na segunda milha, a caridade se faz presente nos atos banais da vida, com coragem e determinação.
Para alcançar a evolução desejada, precisamos trilhar a segunda milha, sem esmorecer às primeiras dificuldades, porque muitas ainda virão.
Quando começamos a fazer pelo outro o bem inesperado, quando a gentileza começa a reinar, nos tornamos exemplos vivos de uma nova maneira de ser e conviver.
É somente na árdua caminhada da segunda milha, que as arestas mais resistentes do ser começam a ser aparadas, quando o lixo mental começa a ser descartado, quando as mágoas começam a ser substituídas pela compreensão.

domingo, 15 de novembro de 2009

Selo


Selo: Blog Instigante
Esse selo representa os blogs que além da assiduidade das postagens e do esmero com que são feitos, provoca-nos a necessidade de refletir, questionar, aprender e sobretudo que instigam almas e mentes à procura de conhecimento e sabedoria.
Recebi da amiga Maria José, do blog: http://arcadoconhecimento.blogspot.com/ onde tenho aprendido bastante.
Querida amiga, muito obrigada pelo carinho de sempre.

sábado, 14 de novembro de 2009

A relação psiquiatra/paciente


Nós evangelizadores, temos que ter muito cuidado nesta tarefa nobre e delicada.
Estamos lidando com mentes tenras e maleáveis, com tendência de levar muito a sério tudo o que se fala.
Limitamo-nos ao ensino da doutrina espírita e alguns conceitos importantes, como amor à família, respeito, honestidade, caridade entre outros.
Mas não adianta, volta e meia alguma criança nos relata um problema pessoal normalmente envolvendo a família.
Com MUITO cuidado, orientamos para que a criança fale sempre com os pais, apontando alternativas para que o diálogo seja proveitoso e sem atritos.
Tem dado certo. O evangelizador jamais deve substituir os pais neste mister sagrado, mas sim estar junto, ser ombro amigo e poder indicar um caminho, é algo sublime.
Pois sempre imaginei que algo semelhante aconteceria com o psiquiatra e seu paciente.
Ele (psiquiatra) seria apenas um orientador, um ombro amigo para ajudar nos momentos em que o paciente não consegue sozinho.
Pois é, sempre achei assim, mas será bem assim?
Chega um momento que o paciente depois de muitos anos de terapia, consegue desvendar a mente do psiquiatra a tal ponto, que esta relação possa inverter-se?
Claro que não ao extremo do profissional desabafar sobre sua vida ao paciente, por ex. mas será que ele pode tornar-se tão frágil quanto?
Os psiquiatras são humanos antes de tudo. Acho sua missão sublime e delicada.
O paciente é sempre a parte frágil?
Imagino que deve chegar o momento em que ele (paciente) tenha que começar a andar por conta, mesmo errando, tropeçando, sofrendo.
Chega o momento do confronto do eu, quando não tem mais lugar para fugir nem argumentos para persistir nos erros.
É continuar ou continuar. Só.
Assim como o evangelizador jamais vai substituir os pais na formação da criança, o psiquiatra igualmente não pode ser figura materna ou paterna eternamente, já que a “educação” do adulto só cabe a ele mesmo, e não adianta querer abrir mão deste trabalho.
Chega o momento em que o psiquiatra cumpre sua tarefa e deve deixar o paciente voar...
Mas isto deve ser feito com muito, mas muito CUIDADO.
Como a gente manuseia embalagens contendo cristais.
CUIDADO, CONTÉM MATERIAL FRÁGIL!
Porque se o profissional não for muito cauteloso, cuidadoso, amoroso, ele pode quebrar o equilíbrio ainda precário do paciente aprendiz de gente grande.
E aí, como levantar-se e continuar?
Se alguém em quem se depositou confiança integral por muitos anos falha, como fica o psiquismo fragilizado do paciente? Se além de tudo, esta confiança demorou a solidificar-se, como voltar a acreditar em outro profissional?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Com que máscara eu vou?

Imagem do site:http://relexus.ning.com/
A vida não deveria ser uma competição, todos deveriam nela ter sua posição assegurada, suas opiniões respeitadas, seu jeito de ser compreendido, mesmo nas divergências.
Mas não é isto que se percebe na prática. Na prática, as pessoas querem moldar os diferentes conforme:
O tipo de sociedade em que este ser vive.
As roupas que se espera que ele vista.
O carro, casa, TV, bens, profissão, cultura, e por aí vai porque a lista é interminável.
Ai de quem ouse sair do quadradinho para ele determinado. Este com o perdão da palavra ferrou-se!
Vestimos máscaras conforme a ocasião pede.
Tem uma para o trabalho, tem uma para os amigos, tem uma para a família (esta normalmente recebe a máscara mais feia, velha, desbotada).
Relata Joanna de Ângelis que uma criança pergunta para sua mãe jornalista, porque ela na TV está sempre sorrindo, ao que a mãe responde que ela é paga para sorrir lá.
A menina então pergunta: - Mamãe, quanto precisas receber para sorrir em casa?
Se esta mãe não fosse obrigada a vestir máscaras incômodas todo o tempo, talvez conseguisse estar mais relaxada com a família.
Mas a realidade está longe disto.
Muito longe.
NOS VIGIAMOS MUTUAMENTE TODO O TEMPO, PRONTOS PARA CRITICAR O MENOR DESLIZE DO OUTRO.
Ora, assim é triste e dolorido viver e conviver.
Porque isto acontece? Porque quando criticamos o outro, passamos a uma posição de vencedores, nos sentimos melhores.
Mas porque afinal de contas um tem que ser menos para o outro sobressair?Não seria melhor admitir as qualidades dos nossos companheiros de jornada?
Quem está seguro de seu valor não precisa usar destes artifícios, é uma pessoa capaz de SER INTEIRO e entender as diferenças.
Quanto ainda teremos que evoluir para chegar a este estágio?
A pior critica que se pode fazer ao outro é a fofoca. Alguns programas de televisão exploram bem este gosto popular de saber e falar da vida alheia.
Os ricos, bonitos e famosos são os mais visados. Pena que neste processo, ninguém observa seus defeitos, nem procura ser melhor, porque os males estão sempre no outro.
Mas as pessoas ditas comuns, também não escapam.
Quando a fofoca é feita na ausência da vítima, é terrível, a criatura sequer tem a oportunidade da defesa.
Lembrei de uma frase do livro Tratado geral sobre a fofoca, escrito por JOSE ANGELO GAIARSA, que diz:
Somos nós que fazemos fofoca?

Ou

É a fofoca que nos faz?